Bem-vindo ao site do Arciprestado de Esposende

Este site foi lançado no dia 20 de maio de 2012 – Dia Mundial das Comunicações Sociais.

 

Pentecostes


Este ano, a Comissão Arquidiocesana do Laicado e Família propõe que a Vigília do Pentecostes englobe “um gesto de partida” em conjunto com “um testemunho” público do compromisso eclesial.

Neste sentido, a Vigília tem início pelas 14h15 na Basílica dos Congregados. Percorre depois um trajecto até à Sé Catedral, com paragens nas Igrejas de Santa Cruz e S. Paulo.
D. Francisco Senra Coelho, na qualidade de Bispo responsável pela Comissão do Laicado e Família, apela à paticipação de todos nesta Vigília para que haja a máxima mobilização das bases que constituem cada Carisma (Movimento) ou Associação e das famílias ligadas à Pastoral Familiar.

 

 

Solenidades da Semana Santa

 

As solenidades da Semana Santa iniciam-se na próxima sexta-feira, dia 7, às 21h00, com a Via-Sacra Interparoquial, que se desenvolverá desde a Igreja Matriz de Esposende até à Capela de S. Lourenço, em Vila Chã, com participação da Pastoral Juvenil Arciprestal.

No Domingo de Ramos, às 09h45, após a bênção dos ramos na Igreja da Misericórdia, decorrerá a Procissão da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, com a participação de crianças, adolescentes e jovens, seguindo-se a Eucaristia do Domingo da Paixão, às 10h00, na Igreja Matriz. No final da Eucaristia segue-se a Procissão aos Doentes.

Ainda no que se refere ao programa religioso, destacamos a Missa da Reconciliação, no dia 10, às 21h00, na Igreja Matriz.

Já no dia 11, das 20h00 às 21h00 teremos a Celebração do Sacramento da Penitência, que ocorre também na Manhã da Sexta-feira Santa e de Sábado santo, após a oração de Laudes, às 09h30.

No dia 12 destacamos a Procissão de Velas, desde a Capela da Senhora da Saúde até à Igreja Matriz, às 21h00, encerrando com o Concerto Temático “Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, pelo Coro de Câmara da Igreja Matriz de Esposende.

Na Quinta-feira Santa, às 17h00, teremos a Missa da Instituição da Eucaristia, com a cerimónia do Lava-Pés, presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. Francisco Senra Coelho, que no dia seguinte preside, às 15h30, à Celebração da Paixão.

A Procissão do Encontro ocorre na Quinta-feira Santa, dia 13, e a Procissão do Enterro do Senhor, tem lugar na Sexta-feira Santa, dia 14.

O ponto alto das solenidades é, sem dúvida, a Vigília Pascal, também presidida por D. Francisco Senra Coelho, no Sábado, dia 15, às 22h00.

No Domingo de Páscoa teremos as eucaristias habituais e, de tarde, a tradicional Visita do Compasso Pascal.

Na segunda-feira, dia 17, após a Missa das 10h00 teremos a habitual Procissão da recolha das Imagens.

As celebrações serão todas solenizadas pelo Coro de Câmara da Igreja Matriz de Esposende.

Foto de Cely Couto.

Sacramento da Confirmação (Crisma) e Peregrinação Arciprestal ao Sameiro

Conforme já estava anunciado, a celebração do Sacramento da confirmação ou crisma, para os jovens que terminaram o 10.º ano da Catequese, decorrerá no dia 29 de abril.

Tendo em conta que a nossa Diocese está a viver um Ano Mariano – A Fé Contemplada – está agora definido que a celebração do Crisma, este ano, será integrada numa Peregrinação Arciprestal ao Sameiro, com a celebração na Cripta do Sameiro, às 16h00.

Acolhendo esta graça, foi definido no conselho Arciprestal, que este ano poderão ainda celebrar o sacramento da Confirmação todos aqueles que, tendo, mais de 20 anos de idade ainda não o celebraram e se disponham a fazer uma preparação mínima, a acontecer às sextas feiras à noite, em Esposende, a partir de fevereiro.

Para o efeito, estão abertas as inscrições atá ao dia 29 de janeiro. Os interessados devem inscrever-se junto do pároco.

Em breve, serão dadas informações sobre como se organizará a Peregrinação Arciprestal ao Sameiro.

 

 

 

Vigília Missionária

 

 

 

Sacerdotes do Arciprestado Preparam Novo Ano Pastoral

 
in Diário do Minho, 7 de outubro de 2016

 

 

 

Lançamento do Livro: "Esposende em Festa"

 

      No passado dia 2 de agosto, foi lançado o livro "Esposende em festa - o centenário do arciprestado e as festas da senhora da saúde e soledade" como marca das comemorações do centenário do Arciprestado de Esposende.

 

 

 

 

 

 

 

 

PARABÉNS ARCIPRESTADO DE ESPOSENDE!!!

Depois de a 25 de janeiro de 1916 D. Manuel Vieira de Matos, por DECRETO, ter reorganizado administrativamente a Arquidiocese em Arciprestados, criando vários novos arciprestados, nomeadamente o de Esposende, foi a 25 de abril do mesmo ano que “Depois de havermos estudado demoradamente a nova organisação dos arciprestado, ouvidos os Revs. Arciprestes e attendidas as justas reclamações de alguns Parochos, decretamos como definitiva a seguinte divisão:

(…) Arciprestado de Esposende: Antas, Apulia, Belinho, Curvos, Esposende, Fão, Fonte Boa, Forjães, Gandra, Gemezes, Mar, Marinhas, Palmeira, Rio Tinto e Villa Chã.”

Em Setembro do mesmo ano começavam as “Palestras do Clero”, denominadas “Conferencias Ecclesiasticas”, com o nosso arciprestado dividido em três Círculos (hoje poderíamos dizer “três Unidades Pastorais”). Eram eles:

“1.º Circulo – Antas. Presidente, o M.R. Arcipreste Padre António Gomes Torres; Vice-Presidente, Padre Antonio Martins Ledo. Freguezias de Forjães, Antas, Villa Chã, Belinho, S. Bartolomeu do Mar.

2.º Circulo – Palmeira. Presidente, Padre Manuel Emílio António Gonçalves, Vice-Presidente, Padre Albino Alves Pereira. Freguezias de Curvos, Palmeira, Marinhas, Espozende, Gandra e Gemeses.

3.º Circulo – Fonte Boa. Presidente, Padre Bernardino dos Santos Portella; Vice-Presidente, Padre Alvaro Avelino dos Reis. Freguezias de Fão, Fonte Boa, Apúlia e Rio Tinto”

Nos mesmos Decretos foram criados, para além do Arciprestado de Esposende, os arciprestados de Celorico, Terras de Bouro e Vieira do Minho, na actual Arquidiocese de Braga.

Parabéns ao Arciprestado de Esposende, que está a preparar as comemorações do centenário.

Os nossos PARABÉNS também aos arciprestados de Celorico, Terras de Bouro e Vieira do Minho, na pessoa dos seus Arciprestes, restante clero e todo o Povo de Deus, por quem hoje louvamos a Deus.

Igreja Jubilar do Arciprestado de Esposende

 

  

 

 

XV Peregrinação Arciprestal à Senhora da Guia Belinho 

 15 de maio de 2016 

 

 

09h30

 Concentração de todas as paróquias do Arciprestado no Adro e Avenida da Igreja de Belinho. 

10h00 – Início da caminhada em direcção à Capela da Senhora da Guia. À chegada será celebrada a Eucaristia. 

Nesse domingo, como já é habitual, não haverá celebração da Eucaristia nas paróquias. 

Sendo a Peregrinação o início das nossas “Missões Populares” nas Paróquias, a celebrar o Ano da Misericórdia e o Centenário do Arciprestado, todos devemos participar na Peregrinação, em Belinho.

 

Procissão do Senhor Bom Jesus pelas ruas de Fão

 

Domingo, 01 de Maio de 2016

11h00 – Missa Solene 

14h30 – Procissão do Senhor Bom Jesus pelas ruas de Fão, com a participação de todas as Paróquias do Arciprestado

 

 

 

Via Sacra Jovem Arciprestal 

 

Sexta-feira, dia 18 de marcço, às 21h00, teremos a Via Sacra Jovem Arciprestal, que sai da Igreja Matriz de Esposende e vai até S. Lourenço (Vila Chã) .

 

Dia do Voluntariado Missionário

 

             O CMAB e o Arciprestado de Esposende convidam todos os grupos missionários e voluntários missionários a participar no Dia Arquidiocesano do Voluntariado Missionário que será no dia 24 de outubro de 2015, das 9h30 às 17h30, no Salão Paroquial de Esposende.

             A inscrição é gratuita e deverá ser feita através do e-mail centromissionario@arquidiocese-braga.pt ou junto dos párocos.

 

Curso de Missionologia

 

Inscrições no Curso de Missionologia clique em:

goo.gl/forms/OFzIrOvW0e

até 11 de outubro

 

 

 

Tomada de Posse dos Párocos da Unidade Pastoral Esposende Centro/Sul

No próximo dia 20 de setembro terá lugar a tomada de Posse dos Párocos da Unidade Pastoral Esposende Centro/Sul, às 18h00, na Igreja Matriz de Apúlia, com a celebração presidida pelo Sr. Arcebispo Primaz, D.Jorge Ortiga.

De acordo com as últimas nomeações do Sr. Arcebispo são Párocos in solidum das oito paróquias que constituem esta Unidade Pastoral (Apúlia, Esposende, Fão, Fonte Boa, Gandra, Gemeses, Rio Tinto e Vila Chã), os sacerdotes Delfim Duarte Fernandes (moderador), António da Silva Lima e Rui Jorge Neiva.

As comunidades paroquiais que constituem esta Unidade Pastoral devem participar com todos os seus organismos e movimentos naquela cerimónia da tomada de posse dos seus párocos.

 

Nomeações Eclesiásticas 2016 - 2016 para o Aricprestado de Esposende - Unidade Pastoral de Esposende - Centro Sul

 

Não havendo ordenações sacerdotais, o Movimento Eclesiástico será, este ano, de meras adaptações e de resposta a situações urgentes. A Arquidiocese deve reflectir seriamente sobre esta realidade. Sabemos que o serviço às comunidades não pode ser desconsiderado e que a fidelidade à missão, confiada por Cristo, obriga-nos a discernir caminhos novos: repensar a pastoral na Arquidiocese e uma atitude proactiva na pastoral vocacional. É um esforço que tem de nos envolver a todos sem excepção. O bem comum e a causa do Reino devem, por isso, sobrepor-se a vontades pessoais ou a certas tendências de imobilismo pastoral. Perante esta nova situação eclesial, hei por bem proceder às seguintes nomeações:

– Pe. António da Silva Lima, confirmado pároco de São Martinho de Gandra e São Miguel de Gemeses, arciprestado de Esposende, e nomeado pároco in solidum de São Miguel de Apúlia, de Santa Maria dos Anjos de Esposende, São Paio de Fão, Divino Salvador de Fonte Boa, Santa Maria de Rio Tinto e São João Baptista de Vila Chã, do mesmo arciprestado, integrando a Unidade Pastoral de Esposende – Centro Sul.

– Pe. Delfim Duarte Fernandes, confirmado pároco de São Miguel de Apúlia, Santa Maria dos Anjos de Esposende, São Paio de Fão, Divino Salvador de Fonte Boa, Santa Marinha de Rio Tinto e São João Baptista de Vila Chã, e nomeado pároco in solidum de São Martinho de Gandra e São Miguel de Gemeses, integrando a Unidade Pastoral de Esposende – Centro Sul, na qualidade de moderador.

– Pe. Rui Jorge Neiva, dispensado da paroquialidade de São Miguel de Morreira, Santa Maria de Lamas, Divino Salvador de Trandeiras e Santo Estevão de Penso, arciprestado de Braga e nomeado pároco in solidum de São Miguel de Apúlia, Santa Maria dos Anjos de Esposende, São Paio de Fão, Divino Salvador de Fonte Boa, Santa Marinha de Rio Tinto, São João Baptista de Vila Chã, São Martinho de Gandra e São Miguel de Gemeses, integrando a Unidade Pastoral de Esposende – Centro Sul.

 

Braga, 19 de Julho de 2015

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

Peregrinação ao S. Bento e a indulgência Plenária 

 

                O Arciprestado de Esposende programou e vai realizar no próximo sábado, de 4 de junho, uma Peregrinação Arciprestal a S. Bento da Porta Aberta, proporcionando, deste modo, a todos quantos nela participarem a graça de uma Benção Papal com Indulgência Plenária anexa, que foi concedida pelo Papa Francisco para todo este ano em que celebramos os 400 anos da sua fundação daquele Santuário, agora elevado a Basílica. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, "as indulgências são a remissão diante de Deus da pena temporal devida aos pecados, já perdoados quanto à culpa, que, em determinadas condições, o fiel adquire para si ou para os defuntos mediante o ministério da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui o tesouro dos méritos de Cristo e dos Santos". Para receber a indulgência plenária, os fiéis têm que se confessar, comungar na eucaristia e rezar pelas intenções do Santo Padre. 

               A indulgência plenária foi concedido para todos os dias deste ano jubilar e para as principais festividades do próximo septénio, a saber: 11 de fevereiro: Dia Mundial do Doente e peregrinação Arquidiocesana dos doentes ao Santuário; 20 e 21 de março: morte de S. Bento em Montecassino; 29 de junho: data da provisão da licença para celebrar Eucaristia na Ermida; 10 e 11 de julho: dia da Festa de S. Bento, Padroeiro da Europa; 10 a 15 de agosto: grande peregrinação a S. Bento da Porta Aberta.

 

Visita da Virgem Peregrina de Nossa Senhora

Missa de Despedida da Virgem Peregrina de Fátima

 
 
 
 

Terço com a Virgem Peregrina de Fátima

 

Receção da Virgem Peregrina

 
 
 
 
 

Chega ao Arciprestado de Esposende no próximo dia 13 de maio à noite.

 

 

 

XIV Peregrinação Arciprestal 2015

 

 
 

Nomeações eclesiásticas janeiro 2015

 

Dom Jorge Ferreira da Costa Ortiga, por mercê de Deus e da Santa Sé, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas;

Perante novas necessidades pastorais e procurando responder às suas exigências, procedo às seguintes nomeações:

P.e Delfim Duarte Fernandes nomeado Administrador Paroquial in solidum com o P.e José António Arantes de Andrade das Paróquia de São Miguel de Apúlia e Santa Marinha de Rio Tinto, arciprestado de Esposende, continuando com os encargos pastorais que já lhes estão confiados.

 

Braga e Cúria Arquiepiscopal,
29 de Janeiro de 2015

+ Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz

 
 

COMUNICADO

A PROPÓSITO DO FALECIMENTO DO PADRE JOSÉ MIGUEL TORRES PEREIRA
21 Janeiro 2015
 
 
 

1. A Arquidiocese de Braga foi, ontem, tristemente surpreendida com a morte do Pe. José Miguel Torres Pereira, pároco de Apúlia e Rio Tinto, localidades pertencentes ao concelho de Esposende. É com grande pesar e esperança cristã que vivemos este momento.

2. À família enlutada, e a todos os paroquianos de Apúlia e Rio Tinto, apresentamos as nossas mais sentidas condolências. Podem estar certos da nossa oração e proximidade neste momento de particular sofrimento.

3. Pesando embora o facto da autópsia ainda não ter sido realizada, de acordo com pareceres médicos ligados ao caso, tudo nos leva a crer que o sacerdote faleceu vítima de insuficiência respiratória aguda, ou seja, a morte deveu-se a causas naturais. Sabemos que o Pe. José Miguel teve recentemente problemas de foro respiratório. Tratou-se de uma pneumonia aguda, que terá conduzido a este desenlace fatal. Numa tentativa desesperada para conseguir respirar, o pároco terá tentado fazer, ele mesmo, uma traqueostomia que, infelizmente, não resultou.

4. Neste sentido, e analisados os pareceres médicos, não se confirmam as notícias avançadas por órgãos de comunicação social, nomeadamente os que apontavam um assalto a culminar num assassinato como causa de morte.

5. O Pe. José Miguel dedicou toda a sua vida à Igreja, desde tenra idade, quando aos 12 anos entrou para o 7º ano do Seminário Menor de Braga. A Arquidiocese de Braga une-se ao coração agradecido e emocionado dos irmãos no sacerdócio, paroquianos de todas as comunidades por onde passou, casais do Centro de Preparação para o Matrimónio Arquidiocesano, do qual era assistente, e jornalistas e colaboradores do Diário do Minho, onde foi director durante 5 anos e outros tantos como assessor do director.

6. O funeral será na próxima sexta-feira, dia 23 de Janeiro, às 10h na paróquia da Apúlia. No final desta eucaristia, segue em cortejo fúnebre para Belinho, Esposende, onde será celebrada nova eucaristia às 15h, indo depois a sepultar no cemitério paroquial.

Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso entre os esplendores da luz perpétua.

 
 

 

As Palmeiras são nossas!...

 

O Dr. Magdy e eu saímos da luz tremeluzente mas suave da floresta de palmeiras para o sol forte, passámos junto das bananeiras e das últimas cabanas, pela passadeira de orla florida, e fomos dar ali onde acabava a terra fértil e começa a terra morta. Onde acabavam os jardins floridos e começava a areia seca. Subimos até ao deserto para, lá em cima, visitar, na superfície infinita, as escavações das pirâmides dos antigos faraós, resgatadas da areia.

Regressámos ao fim de algumas horas. Parámos na primeira e única cabana das redondezas e saímos do carro. A cabana estava à sombra de três palmeiras particularmente bonitas, de forma que Magdy quis fotografá-las. Focou a máquina e fez clic. Tudo o resto era silêncio.

Nesse silêncio que pairava no ar, entrou, de repente, uma menina pequena. Com cabelos desgrenhados e movimentos ágeis, descalça, escura e magra, aproximou-se de Magdy silenciosamente.

— Queres fotografar as palmeiras, mas para isso tens de pagar — disse, quando se pôs à frente dele.

Olhava-o com um olhar desafiador e estendia a mão na sua direcção.

— Vai-te embora! — disse Magdy, que mediu a distância com passadas, carregou no botão e depois passou para o outro lado da estrada.

A menina esfarrapada e frágil atravessou-se-lhe no caminho.

Ele afastou-a para o lado como a um cão incómodo.

Ela seguiu-o e falava-lhe:

— As palmeiras são nossas — dizia ela, cada vez mais insistente e com a voz subindo de tom. — Se queres tirar-lhes uma fotografia, tens de pagar.

— Vai à fava! — repetiu ele.

A pequena olhou-o, furiosa, e repetiu com uma voz estridente:

— Tens de pagar. As palmeiras são nossas! São as nossas palmeiras.

Magdy, até aí bastante paciente, não suportou aquele tom.

— É atrevida e desavergonhada — disse, virando-se para mim.

Com poucas palavras enxotou a criança, o que a exaltou ainda mais.
Eu não compreendia o que diziam, porque ambos usavam palavras pouco usuais e limitavam-se a lançá-las simplesmente à cara um do outro. Contudo, percebi uma frase que a menina disse, porque, essa frase, disse-a devagar, palavra a palavra, cheia de desprezo e de raiva.

— Vocês são avarentos, como todos os ricos. Avarentos e maus!

Magdy tirou mais uma fotografia e nessa ficou até a menina, pois tinha recuado para junto das palmeiras.

Mal se ouviu o disparo da máquina, ela recomeçou de novo, com a voz a tremer de raiva:

— São as nossas palmeiras! E eu, eu… Oh, vocês, ricos!...

Pareceu-me que, no gaguejar selvático, também transparecia medo. Acreditaria ainda aquela criança na antiga crença pagã de que, com a imagem, também se obtinha o domínio do objecto? Perguntei-lhe:

— Tens medo por teres ficado na fotografia?

A menina olhou-me admirada e respondeu-me subitamente calma:

— Não, não tenho medo nenhum.

E, sem mais uma palavra, regressou à cabana.

Segui-a, preocupada, e quis entrar, mas a menina tinha trancado a porta por dentro. Não abriu quando bati.

Magdy também se aproximou. Franziu o sobrolho quando se ouviu, saído da cabana, um fraco gemido de recém-nascido.

— Uma criança doente! — disse ele, e pediu à menina que abrisse.

Mas a porta permaneceu fechada. E mesmo a um segundo pedido nosso.

— E a mãe que não está junto do filho doente… — disse eu.

— Ela está no campo. Tem de trabalhar.

Em seguida, através da porta, Magdy disse à menina que era médico e que podia ajudar.

Ela não respondeu.

Ficámos parados, indecisos. Após alguns momentos, ouvimos a menina dizer para a criança:

— Vais morrer e a mãe vai bater-me porque não sei pedir esmola. Os estrangeiros têm muito dinheiro mas não nos dão nada. E as palmeiras até são nossas!

Ilse van Heyst – Texto traduzido por Lene Mayer-Skumanz (org.)

Hoffentlich bald – Wien, Herder Verlag, 1986

Peregrinação Arciprestal à Senhora da Guia 2014

 

  

 

 

 

 

O General da Igreja

Discurso inaugural do encontro de Arciprestes na preparação do novo ano pastoral

 

1. «Conta-se que, durante a Primeira Guerra Mundial, foram chamados para as batalhas jovens de 18 anos. O adeus às famílias era comovedor. Os pais abraçavam e beijavam os filhos, pois para muitos era a última vez que se viam. No cais da estação, apinhada de pessoas, um homem apertava a mão do seu filho, que era o único. Do seu rosto corriam lágrimas. Entretanto, chegou o comboio e os soldados apressaram-se a fazer as últimas despedidas. Este pai abraçou ternamente o seu filho e disse-lhe: “Carlos, não te deixes matar!” Os soldados já estavam dentro do comboio, prestes a partir. A multidão agitava lenços a dizer adeus. Esse homem fixava o seu filho único, que estava à janela. Quando o comboio começou a andar, o pai gritou-lhe pela última vez: “Carlos, fica perto do general!”»

 

2. Com base nesta história, ao fazermos o planeamento pastoral da transição entre a fé professada e a fé celebrada, há um denominador inalterável da nossa acção eclesial: proporcionar a todos os leigos esta proximidade com Cristo, que é o nosso general, o nosso guia, o nosso condutor.

Aliás, para o cristão, o segredo da felicidade está em permanecermos com Cristo, uma vez que Ele é para nós o caminho, a verdade e a vida. E a Cristo, não lhe interessa ter muitos discípulos, mas discípulos comprometidos verdadeiramente com a causa evangélica.

Nesta convicção pessoal, teremos de colocar um alicerce do nosso trabalho. “Onde dois ou três estiverem reunidos, em meu nome, Eu estou no meio deles” (Mt 18,20). Sem verdadeira unidade em Cristo, não há Igreja e seremos apenas uma instituição qualquer ou uma “ONG piedosa”, no dizer do Papa Francisco. Não será que isto acontece algumas vezes? Não teremos culpa neste facto?

 

3. Posto isto, gostaria de elencar aqui alguns tópicos para a posterior reflexão durante estes dias:

a) A Igreja, como qualquer instituição, tem os seus problemas.

b) Fé como elemento diferenciador: apostar na qualidade da nossa fé.

c) Fides quae: Há erros a descortinar, “devoções” pessoais a considerar e individualismos a ultrapassar. Urgência duma variada formação permanente.

d) Fides qua: como intimidade, deixar-se seduzir, cativa, “estar com”. Vivência do ministério sacramental por parte dos sacerdotes, como condição indispensável de motivar todos os cristãos para o mistério de Deus; oração pessoal profunda e essencial; retiros espirituais como momentos de paragem;

e)  em e na comunidade. Sentir-se gerador da comunidade. Com dores e sacrifícios. Opção pelos pobres (pobreza escolhida e pobreza a eliminar). Articulação entre movimentos (suscitar movimentos nas paróquias). Conselhos Económicos e Pastorais. Os leigos, não como meros colaboradores, mas corresponsáveis na missão. Escola de Ministérios a iniciar este ano na Arquidiocese e a pedir empenho de todos para que a semente produza frutos.

f) Comunidade de chamados. A vocação na fé celebrada. Horas de adoração em comunidade pelas vocações.

g) Passagem duma igreja piramidal para uma igreja “cenáculo”. Estudo do documento sobre a iniciação cristã durante todo este ano. Não gostaria que fosse um mero documento do Arcebispo, mas um verdadeiro itinerário reflectido e assumido por toda a Arquidiocese.

h) Atenção à pastoral dos jovens e famílias. Olhar perspicaz aos casos de carência.

i) Averiguar a qualidade das nossas liturgias.

 

4. Diante destes tópicos, o início dum novo ano pastoral, a encarar com renovado entusiasmo, chamando a nossa atenção para a fé celebrada, não pode refugiar-nos no âmbito do culto. O Papa Francisco, na encíclica “A luz da Fé”, recorda-nos uma grande verdade numa dupla formulação. Pela negativa, “a fé não afasta do mundo nem é alheia ao esforço concreto dos nossos contemporâneos”. E pela positiva, “a sua luz não ilumina apenas o âmbito da Igreja nem serve somente para construir uma cidade eterna no além, mas ajuda também a construir as nossas sociedades de modo que caminhem para um futuro de esperança” (LF 51).

O redescobrir a identidade cristã coloca-nos na responsabilidade de ver o mundo que nos rodeia e assumirmos o estatuto de quem se aceita como construtor de algo novo sobre alicerces que se foram desmoronando por jogos partidários e ideológicos, normalmente marcados pela ambição do poder ou do bem-estar material. Nunca poderemos fechar-nos, mas importa que, seguindo a história dos patriarcas e justos do Antigo Testamento, caminhemos pelas estradas deste tempo e deste espaço que é o nosso e não temos outro! Manter a diferença da Igreja mas sempre em diálogo e nunca em confusão politico/partidária.

Não nos faltarão razões para cruzar os braços. Só que a fé deve ser “também edificação, preparação de um lugar onde os homens possam habitar uns com os outros” (LF 50). Quando muitos só cuidam da sua “habitação”, onde nada falta, tantas vezes por influências ou oportunismos corruptos, o homem ou a mulher de fé “edifica”, talvez dum modo que parece lento, uma sociedade de igualdade proclamada mas sobretudo de fraternidade vivida. É esta que falta e a fé expressa-se nesta aventura difícil de ver a dignidade fraternal em todos os homens e de garantir, pela efectiva participação na sociedade civil e pelo exigir às autoridades, o que a mesma fraternidade supõe. Em ano de eleições, deveríamos rever a história e verificar quem assegura um verdadeiro serviço ou quem se movimenta por outros interesses que importa descortinar.

Como são pragmáticas as palavras do Papa Francisco: “As mãos da fé levantam-se para o céu, mas fazem-no ao mesmo tempo que edificam, na caridade, uma cidade construída sobre relações que têm como alicerce o amor de Deus.” (LF 51)

Para terminar, a fé celebra-se na vida e o Sagrado encontramo-lo no quotidiano amargo dos irmãos. Ousemos e coloquemos as nossas comunidades a conhecer a luz da fé e a colocarem a mesma luz em todas as encruzilhadas, e que as celebrações vivenciem a fé e proporcionem a luz que todos necessitam para iluminar o mundo. Com a força da fé arriscamos tudo com critérios eclesiais que marcaram e marcarão a história da humanidade. E, se existir na Igreja alguém que queira afastar-se do general e procurar edificar uma sociedade sem Deus, ofereçamos-lhe ainda mais o tesouro da fé com que Deus nos brindou.

 

+ Jorge Ortiga, A. P.

Sameiro, 22 de Julho de 2013.

 

Nomeação de Arciprestes

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que  se deseja debaixo do céu” (Ecl 3,1).

 

1. O Arciprestado é a célula da Arquidiocese, sendo o Arcipreste o seu primeiro responsável com a missão de promover e coordenar a actividade pastoral comum naquela área. Por isso, terminado o mandato de cinco anos e sendo necessário nomear os arciprestes, este ano achou-se por bem antecipar a nomeação para Julho, para uma melhor preparação atempada do Ano Pastoral a iniciar-se no primeiro Domingo de Outubro.

 

2. De entre as várias funções do arcipreste, contempladas no Código de Direito Canónico, e tendo em conta a transformação das realidades eclesiais, o Decreto sobre o estatuto do Arciprestado, aprovado por mim no ano 2002, não contempla suficientemente algumas situações que agora urgem como prioritárias na função do arcipreste, das quais sublinho:

- criar uma mentalidade de mudança para a corresponsabilidade laical e as unidades pastorais;

- potenciar a participação e acção do Conselho Pastoral Arciprestal.

 

3. Além disso, gostaria de solicitar:

a) A releitura dos Estatutos;

b) Empenho na formação como urgência e prioridade particular, conscientes de que o futuro da pastoral passará muito por aqui. “Deve organizar um centro de Formação de animadores pastorais, podendo (e devendo) utilizar os cursos organizados pela Faculdade de Teologia, ou procurando, entre os membros do presbitério e do laicado local, um núcleo de formadores (art. 21);

c) Se o “Conselho Arciprestal deve elaborar um programa pastoral para o arciprestado, tendo em conta o programa arquidiocesano”, a temática reflita todas as iniciativas de formação e de pastoral.

 

4. Por tudo isto, uma vez ouvido o Conselho Episcopal, os sacerdotes do referido Arciprestado e outras entidades directamente interessadas, segundo o CIC, cânone 553, hei por bemnomear, por um período de cinco anos, os seguintes arciprestes:

 

Amares

Arcipreste: P.e Avelino dos Santos Mendes

Vice-Arcipreste: P.e José Soares de Almeida

Barcelos:

Arcipreste: P.e José Gomes da Silva Araújo

Vice-Arcipreste: P.e João Manuel Pinheiro Antunes

Braga

Arcipreste: P.e António Sérgio Gouveia Garcia Torres

Vice-Arcipreste: P.e Marcelino Paulo Machado Ferreira

Cabeceiras de Basto

Arcipreste: Pe. Daniel Cardoso Pereira

Vice-Arcipreste: Pe. Jorge Agostinho Gomes Esteves

Celorico de Basto

Arcipreste: P.e Albano Fernandes da Costa

Vice-Arcipreste: P.e Francisco Medeiros Bastos

Esposende

Arcipreste: P.e Delfim Duarte Fernandes

Vice-Arcipreste: P.e José Miguel Torres Pereira

Fafe

Arcipreste: P.e Pedro Daniel Faria Marques

Vice-Arcipreste: P.e Manuel Oliveira

Guimarães e Vizela:

Arcipreste: P.e Constantino Matos de Sá

Vice-Arcipreste: P.e Samuel Miranda Vilas Boas

Póvoa de Lanhoso:

Arcipreste: P.e Armindo Ribeiro Gonçalves

Vice-Arcipreste: P.e José Albino da Silva Carneiro

Terras de Bouro:

Arcipreste: P.e Almerindo Martins da Costa

Vice-Arcipreste: P.e Fernando Bento da Costa e Sousa

Vieira do Minho:

Arcipreste: P.e Alcino Dias Xavier da Silva

Vice-Arcipreste: P.e Albano Jorge da Costa

Vila do Conde/ Póvoa de Varzim

Arcipreste: P.e Manuel Sá Ribeiro

Vice-Arcipreste: P.e Manuel Casado Neiva

Vila Nova de Famalicão

Arcipreste: P.e Paulino Alfredo de Oliveira Carvalho

Vice-Arcipreste: Pe. Armindo Paulo da Silva Freitas

Vila Verde

Arcipreste: P.e Carlos Manuel Fernandes Lopes

Vice-Arcipreste: Pe. António Rodrigues

 

+ Jorge Ortiga, A. P.

Braga, 18 de Julho de 2013,

Festa litúrgica do Beato Frei Bartolomeu dos Mártires,

14.º aniversário de tomada de posse como Arcebispo de Braga.

 

 

Procissão do Corpo de Deus 2013

Senhor aos Enfermos – Belinho 2013

  

 

Peregrinos de Nossa Senhora da Guia!....

Acabamos de subir este monte guiados por Maria, para com Maria celebrarmos a nossa fé no dia da solenidade da Ascensão de Jesus ao Céu em que a Igreja celebra também o  Dia Mundial das Comunicações Sociais.

A mensagem do Papa Bento XVI para este dia convida-nos a «a ouvir Deus no silêncio para que, evangelizados, sejam evangelizadores, trocando, com peso e medida, palavras e silêncios com os destinatários da mensagem» de Jesus Cristo.

Como há dois mil anos, Maria continua a acompanhar-nos e a guiar-nos para a monte da Galileia onde, de olhos postos no Céu somos convidados a assentar bem os pés na terra para partirmos a pregar a Boa Nova aos homens e mulheres do nosso século XXI.

Com Maria aprendamos a decifrar os silêncios.... a determo-nos em olhares, rostos e mãos... e “reinventarmos” uma forma diferente de escrever as histórias do nosso dia-a-dia.

 Mais que as palavras ditas de forma mais ou menos agradável ou mesmo emotiva, são os gestos, os olhares e os silêncios que devem ajudar a interpretar a verdadeira realidade. Por isso, no silêncio com Maria, deixemo-nos acolher para celebrar a vida da comunidade de Apúlia de onde a Sr.ª da Guia, junto ao mar, quis acompanhar o seu povo até este monte.

Guiados pela mesma Mãe e pelo mesmo pastor, passou por Rio Tinto a apontar para a peregrinação que conduz à Casa do Pai, onde já se encontra a padroeira, Santa Marinha.

À semelhança de Jesus, passou às terras vizinhas para em Fonte Boa dizer que também aí era preciso peregrinar rumo à Jerusalém Celeste.

Mãe querida pelo povo de Fão – que de Maio a Outubro com ela caminha em Procissão de Velas, cada dia 13 – pediu que passassem à outra margem, para na Senhora da Barca convidar Gemeses a entrar no mesmo barco que conduz a um porto seguro, onde nos encontraremos com a Senhora de Guadalupe na Comunidade de Gandra, para  acolher os espinhos da vida com a alegria do milagre das rosas.

Em Palmeira és festejada

na festa da Padroeira.

Santa Eulália nos acompanha

Até à capela da Rateira.

 

Em Curvos nos convidas

a continuar a caminhada,

pois passando por Vila Chã

em Esposende és venerada.

 

Santa Maria dos Anjos

É a sua Padroeira

Venerada na Senhora da Saúde

Tem nas Marinhas uma eira.

 

Nossa Senhora das Neves,

Pela beira-mar nos conduz,

Para passarmos por Mar

E com S. Bartolomeu te acompanhar.

 

E assim ao Norte chegarmos

E em Antas contemplarmos

As terras que já pisamos

 E vermos a divina luz.

 

Por Ti, acolhidos, ó Mãe,

Contigo olhamos Forjães

E compreendemos muito bem

Que és a Mãe das mães.

 

O convite da Mãe aceitamos

E viemos até Belinho

Aqui, com fé, nos encontramos

Como o passarinho no ninho.

EG

Reflexos

 

Gostei desta Peregrinação Arciprestal de Esposende, em 2012, bem como dos seus preparativos das paróquias de Esposende e Vila Chã, isto é, a Imagem da Sra da Guia, peregrinando pelas Paróquias Organizadoras. Bem Haja e esperamos que continue a evoluir a organização desta Peregrinação, quer haja ou não sol.

Parabens e até Apúlia e Rio Tinto em 2013.
Vamos continuar a caminhar e a estar presentes ainda mais, porque estamos bem pertinho do Céu e só uma nuvem nos separa, como foi referido na Homilia. Bem Haja, Clero de Esposende.

MP